Editorial


ESTIMADOS Sras/Srs temos a honra de vos apresentar o portal da associação instituto de promoção de Paz Propaz. Um portal que resulta do empenho e dedicação dos membros desta associação na causa da Paz. Em 1995 quando a Propaz foi primeiramente estabelecida como um programa dentro das 2 maiores associações de ex-combatentes em Moçambique, poucos acreditavam no seu crescimento e consequente transformação numa instituição oficial ... Hoje não só crescemos senão que temos a honra de apresentar o nosso portal na Internet. Com o mesmo acreditámos que os nossos parceiros, companheiros da causa e demais interessados, possam saber um pouco do trabalho que realizámos em prol da Paz em Moçambique, particularmente no que se refere ao envolvimento dos ex combatentes numa tão nobre tarefa.Todos os comentários e contribuições são bem vindos.
Cumprimentos...
Jacinta Jorge
Directora Executiva

Em Moçambique

Posted by Administrator (admin) on Sep 18 2008 at 4:16 PM
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O acordo geral de Paz para Moçambique foi assinado a 4 de Outubro de 1992, em Roma, capital italiana, pondo termo à guerra que ao longo de mais de 15 anos vinha devastando o país. 
Passados hoje 16 anos, a Associação Instituto de Promoção de Paz (PROPAZ), tem vindo a desenvolver campanhas de  promoção da paz, direitos humanos, género, unidade e reconciliação através de programas de capacitação em resolução de conflitos a nivel comunitário e nacional, na defesa da justiça e pela prevenção e luta contra as causas da violência nas comunidades.

De acordo com a directora executiva da PROPAZ, Jacinta Jorge, o acordo geral de paz em Moçambique foi bem sucedido, porque abriu caminho para o estabelecimento de uma paz duradoira e de uma sólida democracia. "Os ex-combatentes foram integrados em diversos projectos de desenvolvimento no país. Mais faltou na altura da sua reitegração na sociedade, a componente de educação para a mudança de atitudes das pessoas que estavam no exército”, frisou. Como forma de colmatar esta lacuna, a PROPAZ, lançou-se logo de imediato nesta área, previlegiando a educação para a paz, projectos de rendimento, como forma de ocupar os ex-militares no seu dia à dia. “Nós pegamos nesta área de educação para a paz, porque os ex-combatetes, quando sairam do exército encontraram muitas dificuldades no sector vocacional”, apontou a directora executiva da PROPAZ.
Nesta lógica, a Associação Instituto de Promoção de Paz identificou alguns projectos, um dos quais de resolução e transformação de conflitos, envolvendo os ex-combatentes da Frelimo e da Renamo, observando igualmente a questão de género.
Numa primeira fase, segundo a nossa fonte, houve pessoas que mal interpretavam os objectivos da PROPAZ, confundido-o, nas vésperas das primeiras eleições presidenciais e legislativas em Moçambique como um partido político.
“Nós tinhamos objectivos claros, usando o lema “Educação e acção para a Paz. Unimos todos os ex-combatentes da Frelimo e da Renamo, para falarmos da Paz”, acrescentou. Noutro desenvolvimento, afirmou que foram criados formadores e promotores da paz, com o intuito de mulplicar a informação, onde cada grupo é composto por ex-combatentes da (Renamo e Frelimo), régulos e líderes comunitários e religiosos, formando assim grupos comunitários de resolução de conflitos.  “Quando realizamos seminários, debates ou reuniões, convidamos os representantes dos governos locais e dos dois Partidos (Frelimo e Renamo). Quando elaboramos os  relatórios das actividades enviamos ao conhecimento dos governos locais,” elucidou a nossa interlocutora.
Uma das apostas da PROPAZ nos próximos dias é ocupar os ex-combatentes em actividades de geração de rendimento. “Se estas pessoas não tiverem pensões de invalidez, locais de recreação, isso pode perigar a própria Paz. Estamos a falar de uma sociedade onde existem pessoas que pensam. Indivíduos que pegaram em armas”, afirmou Jacinta Jorge.
Na óptica da directora executiva da PROPAZ, é preciso uma conversa aberta e também criar condições para que os ex-combatentes façam algo útil para o país. Para ilustrar, revelou que Moçambique é um país rico em recursos, devendo para tal, serem criadas condições de emprego a todos os cidadãos, particularmente os ex-combantes.
O plano estratégico da PROPAZ prevê a sensiblização da população para a identificação de locais de esconderijos de armas, para a sua posterior destruição, em colaboração com a Polícia da República de Moçambique (PRM). Um trabalho idêntico foi efectuado nos distritos da Moamba e Matutuíne.
Na primeira reunião nacional, realizada em 2005 na província de Sofala, sob lema “o papel do ex-combatente na construção da paz”, onde se adoptou uma declaração, denominada “ Declaração de Maríngue”, as pessoas foram unânimes em afirmar que queriam a paz.


Neste momento a PROPAZ esta a descentralizar as suas actividades, estando-se neste momento num projecto piloto no distrito de Magude, na província de Maputo. A fase seguinte vai abranger os distritos de Cheringoma e Maríngue na província de Sofala. Nestes  locais, os ex-combatentes participam na sua vida quotidiana.
A PROPAZ defende que os projectos a serem levados acabo, devem ser desenhados com base nas iniciativas locais, dai a descentralização da organização. “O projecto de descentralização vai ajudar muito a PROPAZ. Cada delegação terá sua direcção local”, disse a directora executiva.
Cabe a sede consolidar ainda os grupos a serem desecentralizados, tendo em conta que é um desafio novo da organização. Espera que a partir desta ideia os distritos encontrem financiamnetos para a materialização das suas actividades.
Outro grande desafio da PROPAZ  em Moçambique é a reitegração dos ex-combatentes. “Não estamos capacitados para dar emprego. Mais quando encontramos uma organização que trabalha na área de desenvolvimento, encaminhamos o apoio para ex-combatentes. Continuamos a fazer esta ligação e a procura de parceiros”.
Exemplos bem sucedidos são de alguns ex-combatentes que estão empenhados na luta contra a pobreza absoluta no país.(X)

 

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